Por que comemos isto?

Alunos analisam fatores que influeciam os hábitos alimentares - nem sempre saudáveis
Amanda Polato (novaescola@atleitor.com.br)
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Quando o professor José Maria Rodrigues Soares começou a discutir em sala o conteúdo calórico e os nutrientes dos alimentos, os estudantes de 7a série da Escola de Educação Básica e Profissional Embaixador Espedito de Freitas Resende, em Teresina, ficaram preocupados. Afinal, eles preferiam produtos pouco saudáveis vendidos em lanchonetes. Para esclarecer as dúvidas da garotada e dar uma abordagem diferente ao tema, José Maria elaborou o projeto Hábitos Alimentares: uma Questão Sociocultural."Minha proposta era investigar os principais fatores econômicos, sociais e culturais que influenciam a construção do nosso cardápio particular", resume.
■ Mostra que a alimentação influencia diretamente a saúde.
■ Favorece a reflexão sobre a escolha do que comer.
A turma se perguntava sobre a razão de consumir tantas coisas industrializadas, como salgadinhos e refrigerantes. Mais do que isso, queria saber o que, de fato, faz bem ou mal."Muitas vezes os jovens não têm consciência do que é gordura em excesso", afirma a presidenta da Associação Brasileira de Nutrição, Andréa Pólo Galante. O tema já é um conteúdo consagrado nas aulas de Ciências e pode ser enriquecido com conhecimentos que dizem respeito diretamente à vida dos estudantes.
Marcos Engelstein, responsável pela seleção do projeto de José Maria entre os 50 melhores da edição de 2006 do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10, avalia que o professor teve o mérito de destacar a influência cultural e social dos hábitos alimentares e analisar criticamente a mídia no que diz respeito à publicidade (leia o quadro). "Talvez o hábito dos adolescentes não mude porque não é algo tão simples, mas eles vão se questionar mais na hora de escolher o que comer."
Os alunos de José Maria observaram propagandas de TV com olhar crítico e passaram a registrar a freqüência diária de anúncios de guloseimas e produtos industrializados. Sobre um comercial de refrigerante, Lya Mendes, 15 anos, disse: "Fala das suas vantagens, induzindo ao consumo de outros produtos, como pizza e salgadinhos. Os lugares mostrados são aconchegantes, com pessoas praticando esportes". Por isso, segundo ela, o alvo deve ser os jovens. O campeão de aparições na TV é a pizza. Já o arroz e o feijão eram acompanhados de refrigerantes e até bebidas alcoólicas, sem referência a frutas e verduras, como percebeu Taynã da Rocha Santos, 14 anos. O gráfico ao lado mostra os fatores que mais influenciam os hábitos alimentares da comunidade escolar, segundo a pesquisa realizada pela turma.
Fonte: Pesquisa de alunos da Escola de Educação Básica e Profissional Embaixador Espedito de Freitas Resende.
Valores nutricionais
As atividades tiveram início com um debate em grupo sobre o valor nutricional do que cada um costumava comer. "Os alunos levantaram hipóteses sobre o porquê da predileção por salgados, refrigerantes e pizzas na hora do recreio", conta José Maria. Na primeira parte da investigação, eles examinaram o rótulo dos produtos que mais consumiam. Depois, partiram para a coleta de dados sobre hábitos dos familiares, por meio de entrevistas, e analisaram o cardápio da merenda escolar.
Também em equipe, a turma estudou mais a fundo conteúdos como função dos nutrientes no organismo, consumo, aditivos e doenças causadas por maus hábitos alimentares. Livros, revistas, jornais e internet foram empregados na pesquisa e cada time apresentou seu subtema utilizando painéis, montados com a ajuda da professora de Arte. Foram produzidos ainda artigos, cartilhas e folhetos informativos para a distribuição entre os alunos do Ensino Fundamental, socializando todo o conhecimento.
O projeto incluiu também uma pesquisa realizada com cerca de 400 colegas das demais classes da escola. Dessa forma, foram coletadas informações sobre os costumes da comunidade. O questionário continha perguntas sobre renda familiar, idade e itens mais consumidos por refeição. Outro ponto levantado dizia respeito aos fatores que contribuem para a formação dos hábitos.As opções incluíam itens como vizinhos, parentes, amigos, receitas regionais e mídia. A tabulação e a análise das respostas foram feitas com a ajuda dos professores de Matemática e Informática." A turma concluiu, entre outros pontos, que os alimentos mais consumidos apresentam um alto teor calórico, que a escolha está condicionada ao poder aquisitivo e à cultura, mas que sofre uma grande influência da TV", destaca o professor.
Reflexão gera mudança
Para avaliar os resultados do trabalho, José Maria acompanhou durante o processo como todos estavam organizando suas idéias e elaborando novos conhecimentos. Além disso, ele examinou produções textuais e seminários e aplicou provas escritas. Para ele, o mais relevante foi perceber uma mudança de postura dos jovens em relação aos hábitos alimentares."Já há menos rejeição ao lanche oferecido pela escola, que inclui frutas e outros produtos naturais", conta.
O consultor Mário Domingos, da Sabina Escola Parque do Conhecimento, de Santo André (SP), considera positivo o fato de os alunos pensarem sobre suas escolhas."Esse comportamento está além dos conteúdos aprendidos e terá reflexos no futuro deles."Mário faz um alerta: deve- se considerar que, no contexto da realidade dos alunos, é quase impossível viver sem os alimentos industrializados." É relevante provocar reflexão e oferecer opções de alimentação, mas o discurso não deve ser moralista", diz o consultor.
Postado por Adriana Meirelles Zarpelon
A reportagem acima, mostra a importância de se realizar um projeto sobre Hábitos Alimentares, principalmente nas escolas, onde provocará reflexões e mudanças de hábitos tanto alimentar como comportamental, pois os alunos ao participarem de pesquisas, debates e outros atividades complementares, enriquecem seu conhecimento à respeito do tema discutido e com estas informações, os alunos tornam-se agentes transformadores das sua realidades.
Elna Andrade
Aprender sobre hábitos alimentares...
■ Amplia a compreensão do valor dos nutrientes. ■ Mostra que a alimentação influencia diretamente a saúde.
■ Favorece a reflexão sobre a escolha do que comer.
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Marcos Engelstein, responsável pela seleção do projeto de José Maria entre os 50 melhores da edição de 2006 do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10, avalia que o professor teve o mérito de destacar a influência cultural e social dos hábitos alimentares e analisar criticamente a mídia no que diz respeito à publicidade (leia o quadro). "Talvez o hábito dos adolescentes não mude porque não é algo tão simples, mas eles vão se questionar mais na hora de escolher o que comer."
PESQUISA
Os adolescentes e a mídia: análise de propagandasOs alunos de José Maria observaram propagandas de TV com olhar crítico e passaram a registrar a freqüência diária de anúncios de guloseimas e produtos industrializados. Sobre um comercial de refrigerante, Lya Mendes, 15 anos, disse: "Fala das suas vantagens, induzindo ao consumo de outros produtos, como pizza e salgadinhos. Os lugares mostrados são aconchegantes, com pessoas praticando esportes". Por isso, segundo ela, o alvo deve ser os jovens. O campeão de aparições na TV é a pizza. Já o arroz e o feijão eram acompanhados de refrigerantes e até bebidas alcoólicas, sem referência a frutas e verduras, como percebeu Taynã da Rocha Santos, 14 anos. O gráfico ao lado mostra os fatores que mais influenciam os hábitos alimentares da comunidade escolar, segundo a pesquisa realizada pela turma.
Fonte: Pesquisa de alunos da Escola de Educação Básica e Profissional Embaixador Espedito de Freitas Resende.
As atividades tiveram início com um debate em grupo sobre o valor nutricional do que cada um costumava comer. "Os alunos levantaram hipóteses sobre o porquê da predileção por salgados, refrigerantes e pizzas na hora do recreio", conta José Maria. Na primeira parte da investigação, eles examinaram o rótulo dos produtos que mais consumiam. Depois, partiram para a coleta de dados sobre hábitos dos familiares, por meio de entrevistas, e analisaram o cardápio da merenda escolar.
Também em equipe, a turma estudou mais a fundo conteúdos como função dos nutrientes no organismo, consumo, aditivos e doenças causadas por maus hábitos alimentares. Livros, revistas, jornais e internet foram empregados na pesquisa e cada time apresentou seu subtema utilizando painéis, montados com a ajuda da professora de Arte. Foram produzidos ainda artigos, cartilhas e folhetos informativos para a distribuição entre os alunos do Ensino Fundamental, socializando todo o conhecimento.
O projeto incluiu também uma pesquisa realizada com cerca de 400 colegas das demais classes da escola. Dessa forma, foram coletadas informações sobre os costumes da comunidade. O questionário continha perguntas sobre renda familiar, idade e itens mais consumidos por refeição. Outro ponto levantado dizia respeito aos fatores que contribuem para a formação dos hábitos.As opções incluíam itens como vizinhos, parentes, amigos, receitas regionais e mídia. A tabulação e a análise das respostas foram feitas com a ajuda dos professores de Matemática e Informática." A turma concluiu, entre outros pontos, que os alimentos mais consumidos apresentam um alto teor calórico, que a escolha está condicionada ao poder aquisitivo e à cultura, mas que sofre uma grande influência da TV", destaca o professor.
Reflexão gera mudança
Para avaliar os resultados do trabalho, José Maria acompanhou durante o processo como todos estavam organizando suas idéias e elaborando novos conhecimentos. Além disso, ele examinou produções textuais e seminários e aplicou provas escritas. Para ele, o mais relevante foi perceber uma mudança de postura dos jovens em relação aos hábitos alimentares."Já há menos rejeição ao lanche oferecido pela escola, que inclui frutas e outros produtos naturais", conta.
O consultor Mário Domingos, da Sabina Escola Parque do Conhecimento, de Santo André (SP), considera positivo o fato de os alunos pensarem sobre suas escolhas."Esse comportamento está além dos conteúdos aprendidos e terá reflexos no futuro deles."Mário faz um alerta: deve- se considerar que, no contexto da realidade dos alunos, é quase impossível viver sem os alimentos industrializados." É relevante provocar reflexão e oferecer opções de alimentação, mas o discurso não deve ser moralista", diz o consultor.
Postado por Adriana Meirelles Zarpelon
A reportagem acima, mostra a importância de se realizar um projeto sobre Hábitos Alimentares, principalmente nas escolas, onde provocará reflexões e mudanças de hábitos tanto alimentar como comportamental, pois os alunos ao participarem de pesquisas, debates e outros atividades complementares, enriquecem seu conhecimento à respeito do tema discutido e com estas informações, os alunos tornam-se agentes transformadores das sua realidades.
Obesidade e saúde
No mês de março o Ministério da Saúde promove ações de combate à obesidade em escolas de 2,2 mil cidades. Reunimos reportagens e planos de aula que ajudam você a trabalhar o assunto nas aulas de Ciências, História e Sociologia
Outra grande aliada da mídia para a sala da aula, são os filminhos com objetivos educacionais.Adorei este! Nos mostra uma nova versão das historinhas.
Tia, me dá uma maçã?
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Alunos que têm alimentação e hábitos de vida saudáveis aprendem melhor e evitam a obesidade infantil, doença que tem preocupado médicos e educadores de todo o mundo
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/tia-me-maca-426071.shtml
Postado por Elna Andrade
Batata frita, salgadinho, hambúrguer e refrigerante. Quer apostar que se você perguntar aos alunos quais os alimentos que eles preferem essas serão as respostas mais comuns? A alimentação inadequada e a pouca atividade física estão fazendo com que a obesidade torne-se uma das doenças mais preocupantes em todo o mundo (leia quadro). O problema traz sérios comprometimentos à saúde e tem reflexos na aprendizagem. Alunos que estão acima do peso recebem apelidos pejorativos, o que afeta seu auto-conceito, prejudica a integração com o grupo e a produção escolar.
O projeto Peso Saudável — parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Força-Tarefa de Controle de Peso e Atividade Física do International Life Science Institute — aponta que 33% dos alunos entre 7 e 10 anos e 30% dos adolescentes até 15 anos apresentam muitos quilos a mais do que o ideal. Indica ainda que a obesidade incide mais em estudantes de escolas privadas (uso da cantina) e em jovens entre 10 e 12 anos (autonomia para decidir o que comer). "Os casos de obesidade infantil aumentam quando a criança entra na escola, onde tem mais acesso a produtos industrializados", explica o nutrólogo Mauro Fisberg, organizador do projeto.
Por outro lado, é na escola que esse quadro pode se reverter. "Lá as crianças se alimentam, fazem exercícios, adquirem conhecimentos e hábitos saudáveis", ressalta Nataniel Viuniski, coordenador do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). A educação alimentar é conteúdo previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais e é trabalhada como tema transversal ou nas aulas de Ciências. A escola pode ainda reformular suas cantinas e orientar as famílias sobre a melhor maneira de preparar o lanche dos filhos.
Educação alimentar em casa
O trânsito de informações entre a escola e a família é importante para que o processo de reeducação alimentar seja completo. As crianças aprendem e levam as informações para casa.
"Lá, as refeições também mudam", aposta Thaís Cristina Mantovani Santana, nutricionista da rede de ensino do Distrito Federal. Os professores da Escola Classe 1 de Brazlândia, cidade satélite do Distrito Federal, foram a várias palestras de nutrólogos ligados ao projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis, da Universidade de Brasília, há dois anos. De lá trouxeram idéias e materiais para trabalhar com os alunos: jogos pedagógicos, um CD-ROM com sugestões de atividades, planos de aulas e textos de apoio. A equipe achou fundamental também passar aos pais conceitos de uma alimentação saudável. Convidaram Shirlene Barreira, especialista em nutrição, para alguns encontros que terminam em degustação de pães, chás e outros alimentos feitos com grãos e verduras. "Mesmo famílias de baixa renda podem ter uma alimentação saudável, desde que optem corretamente na hora da compra dos produtos", alerta Shirlene.
Comida e exercícios no currículo
O Centro Educacional Novo Horizonte, de São Paulo, escolheu a alimentação como tema do projeto de leitura depois que um aluno do Jardim 2 (4 anos) foi diagnosticado como diabético. Em conjunto, os professores decidiram os conteúdos a ser estudados em cada faixa etária. Baseadas em pesquisas com os pais, na internet e em livros e revistas, cada turma produziu um livro: os alunos da pré-escola, por exemplo, estudaram as vitaminas presentes nas frutas e criaram uma história em que elas eram os personagens. Os de 4ª série elaboraram um manual com dicas para evitar a obesidade infantil. No final do projeto, durante uma tarde de autógrafos, os pais comentavam as mudanças nos hábitos alimentares dos filhos. A prática de atividades físicas também é fundamental para evitar o problema.
No Colégio Adventista, de Itapecerica da Serra (SP), o professor de Educação Física José David Cavalcante de Aguiar pesa e mede seus alunos uma vez por ano. Detectado o sobrepeso (cerca de 12%), os pais são comunicados e aconselhados a consultar um endocrinologista. Mas a escola procura fazer um trabalho preventivo, ao colocar no currículo aulas de Educação Física três vezes por semana. As atividades prioritárias são as que envolvem todos os alunos — pega-pega, queimada, barra-manteiga e pular corda — e não somente os que têm facilidade para a prática esportiva.
Obesidade é epidemia
A obesidade é a doença nutricional que mais cresce no mundo. Pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostrou que, na última década, as mortes decorrentes de excesso de peso (causa de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares) aumentaram quatro vezes mais do que as motivadas pelo fumo. Por isso, o sobrepeso vem sendo tratado como epidemia pelos americanos. Dados da Abeso indicam que o número de obesos no país dobrou nos últimos dez anos. Até os anos 1970, havia no Brasil duas pessoas desnutridas para cada obeso. Hoje os dados apontam três indivíduos obesos para cada desnutrido. A pesquisa mostra que 50% das crianças obesas tornam-se adultos com o mesmo problema, podendo chegar a 80% quanto se trata de adolescentes. A obesidade é causada por uma combinação de fatores genéticos, alimentação inadequada, falta de atividades físicas (95% dos casos) e também por problemas emocionais, psicológicos ou outras doenças (5%). Para avaliar se uma criança está ou não com o peso acima do ideal, a melhor maneira é calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC): divide-se o peso do aluno por sua altura ao quadrado. Os resultados obtidos devem ser comparados com os valores de referência específicos para a idade e o sexo da criança, conforme a tabela abaixo.
ACIMA DO PESO
|
OBESO
| |||
| idade | meninos | meninas | meninos | meninas |
| 2 | 18.4 | 18 | 20.1 | 20.1 |
| 3 | 17.9 | 17.6 | 19.6 | 19.4 |
| 4 | 17.6 | 17.3 | 19.3 | 19.1 |
| 5 | 17.4 | 17.1 | 19.3 | 19.2 |
| 6 | 17.6 | 17.3 | 19.8 | 19.7 |
| 7 | 17.9 | 17.8 | 20.6 | 20.5 |
| 8 | 18.4 | 18.3 | 21.6 | 21.6 |
| 9 | 19.1 | 19.1 | 22.8 | 22.8 |
| 10 | 19.8 | 19.9 | 24 | 24.1 |
| 11 | 20.6 | 20.7 | 25.1 | 25.4 |
| 12 | 21.2 | 21.7 | 26 | 26.7 |
| 13 | 21.9 | 22.6 | 26.8 | 27.8 |
| 14 | 22.6 | 23.3 | 27.6 | 28.6 |
| 15 | 23.3 | 23.9 | 28.3 | 29.1 |
| 16 | 23.9 | 24.4 | 28.9 | 29.4 |
| 17 | 24.5 | 24.7 | 29.4 | 29.7 |
| 18 | 25 | 25 | 30 | 30 |
Por uma cantina saudável
As crianças que comem a merenda escolar têm uma alimentação mais balanceada. "Isso porque a maioria das secretarias de educação têm a orientação de nutricionistas", afirma Mauro Fisberg. Algumas ainda complementam a merenda com verduras e legumes cultivados na própria horta, como a Escola Classe 49, de Taguatinga Norte, também no Distrito Federal. Lá os pais ajudam no cultivo de hortaliças, respondem sobrea alimentação da família no diário de classe e recebem textos sobre o valor nutritivo dos alimentos. De vezem quando as próprias crianças participam da elaboração da merenda, como a salada de frutas.
As cantinas e lanchonetes terceirizadas que não recebem orientação da equipe pedagógica contribuem muito para o aumento da obesidade em crianças. O motivo é a oferta de bobagens em suas vitrines. Alguns estados, como Rio de Janeiro e Santa Catarina, proibiram a venda de biscoitos recheados, salgados fritos e outros alimentos pouco nutritivos nas dependências das escolas. "A medida é emergencial. Mas o aconselhável é ensinar a criança a fazer suas escolhas e saber o quanto comer", alerta Nataniel Viuniski.
O Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, tem uma cantina considerada exemplar pelos especialistas. Desde 1999 a nutricionista Martha Fonseca Paschoa vem fazendo a substituição dos produtos ali vendidos: salgados fritos foram trocados por assados; os recheios ganharam ingredientes menos calóricos, como queijo branco, peito de peru e vegetais; chocolates e doces, em tamanhos pequenos, vêm perdendo espaço para frutas lavadas e cortadas. Salgadinhos de pacote não há. Sucos naturais e água-de-coco são colocados sobre o balcão, enquanto os refrigerantes ficam escondidos. Além dessas medidas, Martha Fonseca sugere outras que podem ajudar a cantina a se tornar um espaço saudável: inserir saladas no cardápio; colocar nas paredes cartazes com fotos de atletas e de alimentos naturais; reduzir o preço dos produtos saudáveis; fazer sanduíches pequenos, sem maionese ou outro condimento gorduroso; e oferecer iogurtes e bebidas lácteas. O lanche que a escola providencia para os alunos menores é balanceado e tem a aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Levando a educação alimentar aos alunos e familiares e tendo atenção aos produtos servidos em suas dependências, a escola estará contribuindo para a diminuição da obesidade infantil e fazendo com que os estudantes fiquem mais dispostos para a aprendizagem



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