domingo, 31 de março de 2013



Jogos mostram às crianças como manter alimentação saudável.

 

Aprender a comer bem é uma lição para a vida inteira. Tanto em casa quanto na escola, é importante que as crianças sigam uma dieta equilibrada para se manterem saudáveis. Mas como estimular esse público a consumir alimentos mais nutritivos?

Uma ideia para despertar o cuidado com a alimentação é por meio da utilização de jogos educativos. Existem opções disponíveis gratuitamente pela internet e oferecemos algumas sugestões delas abaixo:

Fome de quê? - Neste jogo, o usuário recebe informações sobre um determinado alimento e precisa escolher qual opção corresponde a cada descrição, somando, assim, erros e acerto.


Jogo da horta :O que é uma horta hidropônica e como funciona a hidroponia? Ao arrumar calhas, plantar vegetais e atender os pedidos que vão chegando, o jogador conhece um pouco sobre esse sistema de cultivo.

 
 


Jogo da pirâmide dos alimentos ;Enquanto diversos alimentos passam por uma esteira e o contador de tempo corre, a criança deve escolher em qual categoria cada um se encaixa.


Poder dos alimentos: O usuário te torna um super-herói, que adquire novos poderes ao longo do jogo. Ele também encontra, tela a tela, caixas com dicas sobre alimentação.

Outra sugestão é criar seu próprio jogo, usando materiais simples, como cartolina, tesoura, cola, papel e recortes. Basta liberar a criatividade e envolver as crianças nesse divertido aprendizado

 
 





 








Organizando a geladeira









Postado por Rosiani Costa
 
 

sexta-feira, 29 de março de 2013

http://discoverykidsbrasil.uol.com.br/videos/doki-descobre-o-leite-e-seus-derivados/

O link, postado refere-se a um vídeo do Doki, que descobre sobre o leite e seus derivados, um material válido para nossos alunos da Educação Infantil conhecerem sobre o que é produzido com leite.
Postado por Patrícia Vicente.
http://discoverykidsbrasil.uol.com.br/jogos/um-pouco-de-tudo/

Nesse jogo, os alunos são convidados a elaborarem uma refeição com um pouco de tudo, conhecendo os grupos alimentares daquilo que está escolhendo. Um ótimo estímulo para levá-los a analisarem o que é importante em uma refeição equilibrada.

Postado por Patrícia Vicente.
http://discoverykidsbrasil.uol.com.br/jogos/doki-e-os-alimentos/

Segue uma dica do site do Discovery  Kids, é o jogo do Doki e os alimentos. Uma dica para trabalhar com os alunos da Educação Infantil, onde eles terão que completar a pirâmide dos alimentos. Ao completar cada uma das seis fazes é feito uma explicação da importância daquele  grupo de alimentos. Um jogo divertido e informativo.

Postado por Patrícia Vicente

segunda-feira, 25 de março de 2013

Estudo mostra que uma em cada três crianças está acima do peso.

Fantástico

Estudo mostra que uma em cada três crianças está acima do peso

 
Publicado em 17/03/2013
Segundo o IBGE, o número de crianças que está acima do peso mais do que dobrou nas últimas duas décadas. O índice é proporcional ao encontrado nos EUA. O Ministério da Saúde começou uma campanha em escolas contra essa epidemia
 
 
Postado por Adriana Meirelles Zarpelon
 
A reportagem apresenta um tema preocupante e realista, que evidencia o quanto as crianças valorizam e sabem os nomes dos produtos e marcas industrializados, mas não reconhecem verduras, frutas e legumes. Isto serve de alerta, pois não sabem o que estão comendo! Acreditando, algumas vezes que aquilo que ingerem, digo, industrializado, são alimentos saudáveis! Precisamos conscientizá-las através da informação, aquilo que estão comendo!

Alimentação saudável na infância e adolescência



Alimentação saudável na infância e adolescência
Foto de adolescente comendo verduras
A realidade entre crianças e adolescentes mostra um caminho contrário ao da busca pela saúde. Sobrepeso e obesidade crescem cada vez mais nesta parcela da população, preocupando a saúde pública.

Consumo excessivo de doces, fast-foods e snakcs (pequenos lanches, geralmente nada saudáveis, entre as refeições) são hoje rotina na vida das crianças e adolescentes modernos. Rodeados pela forte influência da mídia – que incentiva cada vez mais o consumo de alimentos ricos em gorduras e com alto valor calórico –, tornam-se presas fáceis das grandes indústrias alimentícias.

O marketing e a publicidade das indústrias de alimentos são tão fortes que os produtos anunciados acabam se tornando referência em alimentação para crianças e adolescentes, ainda na fase de desenvolvimento psicológico. Fatores biológicos, como pré-disposição genética, ou psicológicos, como distúrbios, chateações, problemas e situações cotidianas também são os vilões na busca de uma vida mais saudável.

Os fatores sócio-econômicos facilitam a compra de alimentos mais caros, mas, nem por isso, mais saudáveis. Já os fatores sócio-comportamentais englobam todo o ambiente em que a criança está inserida, como a casa, a escola e toda influência que a mesma sofre neste ambiente.

Essa realidade do surgimento do sobrepeso e obesidade entre os jovens, pelo excesso de consumo de alimentos de alto valor calórico e baixo consumo de frutas, leguminosas e hortaliças é uma realidade bastante triste e preocupante para os pais. É o que mostram estudos recentes sobre a alimentação e estado nutricional de crianças e adolescentes. Cada vez mais cedo, estes vêm desenvolvendo doenças que antes eram comuns somente em adultos.

Além do sobrepeso e da obesidade, é comum encontrar crianças com estas doenças associadas a outras patologias, como hipercolesterolemia, hipertensão, diabetes, hipotireoidismo e outros distúrbios hormonais. Existem ainda co-morbidades que podem representar risco para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Estudos mostram que a presença dessas patologias pode afetar o metabolismo infantil, atrapalhando o crescimento e desenvolvimento, podendo também acarretar doenças futuras na fase adulta.

Para ambos os sexos, quanto mais precoce é o início do distúrbio do peso, maior a susceptibilidade ao desenvolvimento de sobrepeso e obesidade na vida adulta, sendo a faixa de 4 a 8 anos de idade a de maior ocorrência. E esse quadro pode ser ainda mais agravado caso a criança seja sedentária.

O ritmo de vida atribulado, com uma rotina cada vez mais atribulada e cansativa – em razão das inúmeras atividades escolares e extra-curriculares, como cursos de idiomas – têm feito os jovens terem cada vez menos tempo e disposição para a prática de atividades físicas. Somado a isso, há a má utilização do tempo livre, geralmente gasto com horas em frente à televisão, computador ou video-game.

Foto de criança comendo frutasA atividade física é muito importante e fundamental na vida da criança e do adolescente, uma vez que o exercício acelera o metabolismo, ajuda no crescimento e desenvolvimento psicológico e do corpo, evitando o estresse e motivando-os a desenvolver outras atividades. Além disso, o exercício físico pode representar um momento de lazer e descanso das atividades habituais. Promove o desenvolvimento social, trazendo bem-estar, assim como inúmeros benefícios à saúde e à qualidade de vida.

A população infantil é, do ponto de vista sócio-econômico e cultural, dependente do ambiente em que vive, que é, na maioria das vezes o ambiente familiar. Suas atitudes sempre serão reflexo deste ambiente, ou seja, a criança observará os exemplos que tem em casa e seguirá estes exemplos. Quando o ambiente em que a criança está inserida não é favorável, essa situação pode desencadear distúrbios alimentares, desenvolvimento de sobrepeso e obesidade e até mesmo a desnutrição infantil.

Cabe aos pais se preocuparem e se conscientizarem com a saúde, bem-estar e qualidade de vida de seus filhos. Vale lembrar que as boas atitudes e exemplos começam em casa: proporcionar uma boa alimentação desde que a criança é ainda bebê pode ajudá-la a crescer e se desenvolver com mais saúde. Um bom exemplo é a amamentação, pois estudos confirmam que o consumo adequado do leite materno é um fator protetor contra a obesidade infantil.

Daí a importância de estipular horários adequados para cada refeição, sem pular nenhuma delas. Além disso, é imprescindível observar as preferências alimentares das crianças e adolescentes – o que eles costumam colocar no prato –, incentivar o consumo de alimentos saudáveis e explicar a importância de uma alimentação saudável para um bom crescimento e desenvolvimento do organismo em sua fase de crescimento.

Ainda que o fator genético tenha grande importância para o desenvolvimento da obesidade infantil, estudos recentes mostram que os hábitos alimentares influenciam de forma considerável no metabolismo das crianças. Quando elas se habituam a comer corretamente e entendem, de fato, a importância da alimentação saudável em sua vida, podem levar esses bons hábitos para a fase adulta.

Mas não basta proibir o consumo de certos alimentos. O certo é explicar, conscientizar a criança ou o adolescente da importância de uma alimentação saudável e, principalmente, dos malefícios que trazem o excesso do consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcares e de alto valor calórico.

E, ainda que a longo prazo, os resultados virão. Além de uma melhor a qualidade de vida, bem-estar e saúde, estes jovens diminuirão os riscos de patologias e problemas futuros, tornando-se adultos mais saudáveis.

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Fonte: Nutriway - Consultório de Nutrição - por Danielle Dutra Izac - Nutricionista - CRN-1 nº 4991
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Postado por: Adriana Meirelles Zarpelon


A reportagem acima, mostra que fatores sócio-econômicos estão facilitando a compra de produtos de fast-foods e outros alimentos industrializados, os quais, fazem parte da grande maioria dos lanches das crianças. Com isso, cresce o número de crianças diabéticas, com coleterol alto, pressão alta. Por isso, precisamos enquanto educadores e escolas, juntamente com os órgãos do governo, médicos, unir-nos para campanhas de conscientização de uma alimentação saudável, distinguindo os malefícios do excesso do consumo de alimentos não saudáveis.

Consumismo e Infância


Pesquisa Datafolha encomendada pelo Instituto Alana mostrou a preocupação dos pais com a publicidade de alimentos não saudáveis . O assunto foi abordado em reportagem do Jornal da Cultura, no dia 4 de junho.

A pesquisa mostrou que, para 79% dos pais entrevistados, a publicidade de alimentos não saudáveis prejudica hábitos alimentares das crianças. Entre os entrevistados, 78% ainda afirmaram que os filhos pedem as comidas que veem nos anúncios.

Para Isabella Henriques, coordenadora do Projeto Criança e Consumo, o estudo mostra que os pais se sentem impotentes diante dos apelos comerciais direcionados a seus filhos. “Sozinhos, os pais não vão conseguir dar conta de toda esta problemática. É necessário que haja uma intervenção do poder público e também da sociedade”, afirmou na reportagem da Cultura.

Assista abaixo a matéria do Jornal da Cultura:

domingo, 24 de março de 2013


Lavar os alimentos remove todos os agrotóxicos?

Lydia Cintra 28 de outubro de 2011
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a lavagem dos alimentos apenas contribui para a que uma parte dos agrotóxicos seja retirada, mas não resolve o problema por completo.
A explicação está nos tipos de ação. Os chamados sistêmicos são absorvidos e circulam pelos tecidos vegetais – dessa forma, a distribuição é uniforme e o tempo de ação é maior. De acordo com a Empraba, a movimentação do produto dentro das plantas “permite agir em locais dificilmente alcançáveis pelos produtos de contato”. Este é o segundo tipo, quando o agrotóxico age externamente, por contato mesmo. Ainda assim, alguns podem entrar nos alimentos por meio de porosidades.
Uma boa lavagem remove parte dos resíduos que estão na superfície. Mas os que foram absorvidos continuam lá e são ingeridos junto com o morango, a maça, a cenoura, a beringela…
O que pode ser feito?
- Escolha alimentos certificados, cujos produtores se comprometam com boas práticas agrícolas;
- Procure saber a origem das verduras e frutas que você compra no supermercado;
- Quando possível, dê preferência às opções orgânicas, que não usam agrotóxicos, e escolha produtos “da época”, que não precisaram ser conservados por tanto tempo;
- Mesmo que o resultado não seja 100%, lave bem os alimentos. De acordo com a Anvisa, não é comprovado que o uso de água sanitária na lavagem remove resíduos de agrotóxicos. A finalidade é matar agentes microbiológicos que podem estar presentes no alimento (essa higienização deve ser na proporção de uma colher de sopa de água sanitária para um litro de água).
(Imagem: Getty Images)
http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/tag/alimentos-organicos/, acesso em: 24/03/2013
Postado por Patrícia Vicente
A reportagem da Revista Super interessante, é uma boa ferramenta para o trabalho em sala de aula. Uma forma de levar aos alunos informações referentes ao uso de agrotóxicos nos alimentos que compramos nos supermercados. É válido refletir com os alunos e proporcionar uma criação de novas ideias realizando ainda uma análise de como era realizado a plantação dos alimentos antigamente, trabalhando assim em uma investigação histórica, fazendo uma linha do tempo e gráficos interligando com a matemática, elaborando um pequeno informativo e diferentes leituras articulando o português além das artes através da confecção de como essas frutas acabam se diferenciando em seus aspectos. 
Patrícia Vicente

sábado, 23 de março de 2013

 

 Má alimentação fator que influência na aprendizagem

 
O Brasil é atingido por fatores econômicos, sociais e culturais, que podem influenciar na miséria e, consequentemente, na desnutrição, ocasionando déficit na aprendizagem  escolar. Crianças desnutridas ou com carência alimentar possuem dificuldades de assimilação e que a fome dificulta a capacidade de concentração comprometendo o rendimento. Conclui-se que a política educacional brasileira necessita de mudanças no que se refere à alimentação das crianças em idade escolar.Nos primeiros anos de vida, é importante que a criança seja estimulada a desenvolver suas potencialidades. É neste período que uma alimentação equilibrada e sadia se faz necessári, sendo um dos diversos  componentes para preparar uma base sólida para crescimento e desenvolvimento, pois
 a nutrição é fator essencial aos seres humanos de forma global. Nessa perpectiva, torna-se necessário estabelecer relações diretas a respeito dos agravos que podem comprometer o desenvolvimento físico, social, afetivo e psicomotor de uma criança quando vivencia a falta do alimento ou possui uma alimentação inadequada.
 
 
IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO PARA O APRENDIZADO
 
 
 fisiologista Amauri Betini Bartoszeck, professor Professor visitante, Laboratório de Neurofisiologia, Instituto de Saúde Dr. Bezerra de Menezes, Faculdades Integradas Espirita, Curitiba, Brasil, diz, em seu artigo “Neurociência na Educação” que “aprendizagem é o processo pelo qual o cérebro reage aos estímulos do ambiente, ativando sinapses, tornando-as mais intensas.” Dessa forma, “a aprendizagem está intimamente ligada ao desenvolvimento do cérebro. Assim, é possível dizer que o aprender e o lembrar ocorre no cérebro
 
 
 
 Esta informação é muito importante, especialmente porque o que está em jogo é o cérebro, órgão do corpo que não armazena energia. E de onde vem as energias que se processam no cérebro? Da nossa alimentação. É importante salientar, que fase primordial para o amadurecimento cerebral ocorre entre a trigésima semana de gestação até pelo menos o segundo ano de vida. Por isso, qualquer desnutrição nesta fase afetará, de maneira irreversível o cérebro, gerando problemas de aprendizagens.
 
É neste ponto que estudos em Psicopedagogia apontam boa alimentação como um dos grandes fatores uma boa aprendizagem e a má alimentação como fator que leva à deficiência no aprendizado de milhões de crianças e adolescentes pois uma alimentação sem vitaminas, proteínas, não gera energia suficiente para que os processos cerebrais ocorram normalmente,
 
 É importante salientar, aqui, que a fase primordial para o amadurecimento cerebral ocorre entre a trigésima semana de gestação até pelo menos o segundo ano de vida. Por isso, qualquer desnutrição nesta fase afetará, de maneira irreversível o cérebro, gerando problemas de aprendizagens
 
.Diante disso é importante que as mães saibam que nos primeiros anos de vida o aleitamento materno oferece ao cérebro condições para que ele se desenvolva normalmente evitando, dessa forma, problemas na área do aprendizado.
 
 
Essas informações são importantes, também, porque deixam claro que os pais devem priorizar uma alimentação saudável para os seus filhos, rica em frutas, legumes e verduras, o que evitará problemas de aprendizagem futuros.
 
Fonte: blog "O farol" blog do professor João Moreno
 
Postado por Rosiani Souza
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 18 de março de 2013



Obesidade na adolescência: a importância de bons Hábitos Alimentares.



    A obesidade constitui-se em importante desvio nutricional que deve merecer a atenção dos profissionais da área de saúde. Na infância e na adolescência, o excesso de peso pode determinar dificuldades de socialização, assim como risco de morbidade para as principais doenças crônicas.

A obesidade é uma doença complexa, com etiologia multifatorial e conseqüências metabólicas heterogêneas. Ocorre quando há um desequilíbrio crônico entre a energia ingerida e a consumida.

Os adolescentes obesos têm maior risco de se tornarem obesos mórbidos. A adolescência é uma época em que a personalidade está sendo estruturada e a obesidade nesse período pode deixar marcas profundas.

A obesidade na infância e na adolescência apresenta como importante característica a possibilidade de prosseguir na vida adulta. Se em crianças a morbidade não é freqüente, já nos adolescentes verifica-se a concomitância de fatores de risco, como dislipidemias, hipertensão e aumento da resistência insulínica, que aumentarão a probabilidade de mortalidade na vida adulta.

A relação direta entre criança obesa/adulto obeso e os resultados desfavoráveis e frustrantes do tratamento da obesidade na criança, além dos efeitos adversos da obesidade no adulto, tornam cada vez mais importante sua prevenção.

Hoje no Brasil, principalmente nas classes menos favorecidas, a população, de modo geral, passa da desnutrição para o excesso de peso e obesidade e, se não forem aplicadas medidas eficientes para conter essa tendência, nos próximos 20 anos nosso país se encontrará na atual conjuntura dos EUA, onde a obesidade e suas complicações constituem um dos maiores problemas de saúde pública.

Os dados americanos dos exames nacionais de saúde nas últimas décadas mostram que a chance de uma criança obesa chegar à vida adulta como obesa está ao redor dos 16%. Um adolescente obeso terá essa chance aumentada, na proporção de 8:10.

Entre as conseqüências da obesidade, destacamos os problemas psicossociais como discriminação entre colegas e familiares, complicações ortopédicas, alterações posturais, Acanthosis nigricans, apnéia do sono, distúrbios gastrintestinais (refluxo gastroesofágico), além de problemas metabólicos (hiperinsulinemia e hiperlipidemia).

Em relação às complicações da obesidade, o que chama a atenção é uma entidade recentemente descrita, a esteato-hepatite não-alcoólica (EHNA). Inicialmente documentada em adultos, vem sendo observada também entre crianças e adolescentes. Sua prevalência está aumentando, provavelmente devido à ascensão da prevalência de obesidade e também pelo fato de a classe médica estar mais atenta para seu diagnóstico.

Essa patologia se destaca por seu curso freqüentemente latente, podendo ser diagnosticada incidentalmente em crianças assintomáticas e/ou com queixas vagas, como dor abdominal intermitente, e por seu amplo espectro evolutivo, que inclui desde casos com curso benigno até casos com evolução para cirrose, sendo potencialmente fatal. As opções de tratamento ainda são limitadas, mas a perda de peso gradual parece ser a medida mais efetiva.

Modificações de comportamento e hábitos de vida são os pilares fundamentais no tratamento da obesidade, que também inclui mudanças no plano alimentar e na atividade física. O objetivo do tratamento da obesidade em crianças e adolescentes é conseguir manter o peso adequado para a altura e ao mesmo tempo manter o crescimento e o desenvolvimento normais.

Por todos esses fatores, o tratamento da obesidade é complexo. As chances de um indivíduo obeso conseguir remissão permanente não ultrapassam 30% na maioria dos estudos. Até o momento, comprovou- se que 95% dos obesos mórbidos falham no intento da perda ponderal e de sua manutenção.

Importante ressaltar que ainda não existem tratamentos 100% eficazes para a obesidade. A reeducação alimentar é a melhor forma de tratamento, que deve ser mantido por longo prazo.

A dieta obviamente tem papel determinante na regulação energética e de fato constitui o principal fator desencadeante no desequilíbrio entre a entrada e o gasto energético. O consumo de alimentos industrializados é cada vez mais freqüente e esses geralmente têm alto conteúdo energético, à custa de gordura saturada e colesterol.

Na adolescência, por conta do estirão puberal, as necessidades calóricas estão aumentadas, com conseqüente aumento de apetite e ganho de peso. Nessa etapa, as características de comportamento peculiares, aliadas ao apelo da mídia e à influência do grupo, favorecem dietas não-balanceadas e hipercalóricas devido à ingestão contínua de alimentos do tipo fast food e lanches rápidos (com alto valor calórico) ricos em açúcar, carboidratos refinados e gordura saturada, em detrimento da alimentação habitual com a família.

A forma de preparar os alimentos e as quantidades ingeridas fazem com que algumas crianças consumam mais comida do que precisam e por isso ganham peso. A associação entre o excesso de peso e a ingestão alimentar é descrita desde o primeiro ano de vida.

Quando se levam em consideração as diversas condições mórbidas associadas à obesidade, bem como sua crescente prevalência e dificuldades inerentes ao tratamento, torna-se necessário identificar medidas preventivas eficazes. A prioridade deve ser dada a medidas simples, de baixo custo e sem potenciais efeitos adversos.

Sabe-se que é difícil mudar hábitos culturalmente estabelecidos e que é necessário um trabalho contínuo que respeite as características da comunidade. No processo de mudança é preciso conscientizar os profissionais de saúde, os indivíduos formadores de opinião e estimular programas de educação para orientar as gestantes e mães sobre a alimentação da criança no primeiro ano de vida.

Algumas áreas merecem atenção especial, sendo a educação, a indústria alimentícia e os meios de comunicação os principais veículos de atuação.

Se não houver mudança radical nos padrões de atividade física e alimentares de nossas crianças e adolescentes, teremos uma geração de adultos absolutamente acima dos padrões vigentes de peso, o que agravará ainda mais o aspecto clínicosocial da obesidade.

Através do conhecimento de fatores associados a hábitos alimentares, medidas educativas e preventivas podem ser propostas para a formação de um comportamento alimentar saudável e para a promoção da saúde da criança e do adulto.

O indivíduo inicia o seu desenvolvimento na infância até se tornar um cidadão útil e saudável. Ensiná-lo a comer de forma correta é tão importante como outras ações de prevenção e saúde, tal qual a vacinação em massa. Os bons hábitos alimentares servirão para a profilaxia das doenças crônicas degenerativas do adulto que são a endemia deste século.


REFERÊNCIAS

1. Almeida JAG. Amamentação: um híbrido natureza-cultura. 20 ed. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1999. 120p.

2. Alves JGB. Baixo peso ao nascer e desmame precoce: novos fatores de risco para aterosclerose. Jornal de Pediatria 2004;80(4):339-40.

3. Angelis RC. Riscos e prevenção da obesidade: fundamentos fisiológicos e nutricionais para tratamento. 1 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2003. 102p.
 
 
postado por Rosiani Souza

Por que comemos isto?



Alunos analisam fatores que influeciam os hábitos alimentares - nem sempre saudáveis

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Quando o professor José Maria Rodrigues Soares começou a discutir em sala o conteúdo calórico e os nutrientes dos alimentos, os estudantes de 7a série da Escola de Educação Básica e Profissional Embaixador Espedito de Freitas Resende, em Teresina, ficaram preocupados. Afinal, eles preferiam produtos pouco saudáveis vendidos em lanchonetes. Para esclarecer as dúvidas da garotada e dar uma abordagem diferente ao tema, José Maria elaborou o projeto Hábitos Alimentares: uma Questão Sociocultural."Minha proposta era investigar os principais fatores econômicos, sociais e culturais que influenciam a construção do nosso cardápio particular", resume.
Aprender sobre hábitos alimentares...
■ Amplia a compreensão do valor dos nutrientes.
■ Mostra que a alimentação influencia diretamente a saúde.
■ Favorece a reflexão sobre a escolha do que comer.
A turma se perguntava sobre a razão de consumir tantas coisas industrializadas, como salgadinhos e refrigerantes. Mais do que isso, queria saber o que, de fato, faz bem ou mal."Muitas vezes os jovens não têm consciência do que é gordura em excesso", afirma a presidenta da Associação Brasileira de Nutrição, Andréa Pólo Galante. O tema já é um conteúdo consagrado nas aulas de Ciências e pode ser enriquecido com conhecimentos que dizem respeito diretamente à vida dos estudantes.

Marcos Engelstein, responsável pela seleção do projeto de José Maria entre os 50 melhores da edição de 2006 do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10, avalia que o professor teve o mérito de destacar a influência cultural e social dos hábitos alimentares e analisar criticamente a mídia no que diz respeito à publicidade (leia o quadro). "Talvez o hábito dos adolescentes não mude porque não é algo tão simples, mas eles vão se questionar mais na hora de escolher o que comer."
PESQUISA
Fatores que influenciam os hábitos alimentares. Ilustração: Lucas Pádua
Fatores que influenciam os hábitos alimentares.
Ilustração: Lucas Pádua
Os adolescentes e a mídia: análise de propagandas

Os alunos de José Maria observaram propagandas de TV com olhar crítico e passaram a registrar a freqüência diária de anúncios de guloseimas e produtos industrializados. Sobre um comercial de refrigerante, Lya Mendes, 15 anos, disse: "Fala das suas vantagens, induzindo ao consumo de outros produtos, como pizza e salgadinhos. Os lugares mostrados são aconchegantes, com pessoas praticando esportes". Por isso, segundo ela, o alvo deve ser os jovens. O campeão de aparições na TV é a pizza. Já o arroz e o feijão eram acompanhados de refrigerantes e até bebidas alcoólicas, sem referência a frutas e verduras, como percebeu Taynã da Rocha Santos, 14 anos. O gráfico ao lado mostra os fatores que mais influenciam os hábitos alimentares da comunidade escolar, segundo a pesquisa realizada pela turma.
Fonte: Pesquisa de alunos da Escola de Educação Básica e Profissional Embaixador Espedito de Freitas Resende.
Valores nutricionais

As atividades tiveram início com um debate em grupo sobre o valor nutricional do que cada um costumava comer. "Os alunos levantaram hipóteses sobre o porquê da predileção por salgados, refrigerantes e pizzas na hora do recreio", conta José Maria. Na primeira parte da investigação, eles examinaram o rótulo dos produtos que mais consumiam. Depois, partiram para a coleta de dados sobre hábitos dos familiares, por meio de entrevistas, e analisaram o cardápio da merenda escolar.

Também em equipe, a turma estudou mais a fundo conteúdos como função dos nutrientes no organismo, consumo, aditivos e doenças causadas por maus hábitos alimentares. Livros, revistas, jornais e internet foram empregados na pesquisa e cada time apresentou seu subtema utilizando painéis, montados com a ajuda da professora de Arte. Foram produzidos ainda artigos, cartilhas e folhetos informativos para a distribuição entre os alunos do Ensino Fundamental, socializando todo o conhecimento.

O projeto incluiu também uma pesquisa realizada com cerca de 400 colegas das demais classes da escola. Dessa forma, foram coletadas informações sobre os costumes da comunidade. O questionário continha perguntas sobre renda familiar, idade e itens mais consumidos por refeição. Outro ponto levantado dizia respeito aos fatores que contribuem para a formação dos hábitos.As opções incluíam itens como vizinhos, parentes, amigos, receitas regionais e mídia. A tabulação e a análise das respostas foram feitas com a ajuda dos professores de Matemática e Informática." A turma concluiu, entre outros pontos, que os alimentos mais consumidos apresentam um alto teor calórico, que a escolha está condicionada ao poder aquisitivo e à cultura, mas que sofre uma grande influência da TV", destaca o professor.

Reflexão gera mudança
Para avaliar os resultados do trabalho, José Maria acompanhou durante o processo como todos estavam organizando suas idéias e elaborando novos conhecimentos. Além disso, ele examinou produções textuais e seminários e aplicou provas escritas. Para ele, o mais relevante foi perceber uma mudança de postura dos jovens em relação aos hábitos alimentares."Já há menos rejeição ao lanche oferecido pela escola, que inclui frutas e outros produtos naturais", conta.

O consultor Mário Domingos, da Sabina Escola Parque do Conhecimento, de Santo André (SP), considera positivo o fato de os alunos pensarem sobre suas escolhas."Esse comportamento está além dos conteúdos aprendidos e terá reflexos no futuro deles."Mário faz um alerta: deve- se considerar que, no contexto da realidade dos alunos, é quase impossível viver sem os alimentos industrializados." É relevante provocar reflexão e oferecer opções de alimentação, mas o discurso não deve ser moralista", diz o consultor.

Postado por Adriana Meirelles Zarpelon


A reportagem acima, mostra a importância de se realizar um projeto sobre Hábitos Alimentares, principalmente nas escolas, onde provocará reflexões e mudanças de hábitos tanto alimentar como comportamental, pois os alunos ao participarem de pesquisas, debates e outros atividades complementares, enriquecem seu conhecimento à respeito do tema discutido e com estas informações, os alunos tornam-se agentes transformadores das sua realidades.



Obesidade e saúde

No mês de março o Ministério da Saúde promove ações de combate à obesidade em escolas de 2,2 mil cidades. Reunimos reportagens e planos de aula que ajudam você a trabalhar o assunto nas aulas de Ciências, História e Sociologia





Outra grande aliada da mídia para a sala da aula, são os filminhos com objetivos educacionais.Adorei este! Nos mostra uma nova versão das historinhas.

Elna Andrade

Tia, me dá uma maçã?



Alunos que têm alimentação e hábitos de vida saudáveis aprendem melhor e evitam a obesidade infantil, doença que tem preocupado médicos e educadores de todo o mundo



http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/tia-me-maca-426071.shtml

Postado por Elna Andrade

Renata Luz, da 4ª série do Colégio Adventista: opção por lanches naturais. Foto: Daniel Aratangy
Renata Luz, da 4ª série do Colégio Adventista: opção por lanches naturais. Foto: Daniel Aratangy
Batata frita, salgadinho, hambúrguer e refrigerante. Quer apostar que se você perguntar aos alunos quais os alimentos que eles preferem essas serão as respostas mais comuns? A alimentação inadequada e a pouca atividade física estão fazendo com que a obesidade torne-se uma das doenças mais preocupantes em todo o mundo (leia quadro). O problema traz sérios comprometimentos à saúde e tem reflexos na aprendizagem. Alunos que estão acima do peso recebem apelidos pejorativos, o que afeta seu auto-conceito, prejudica a integração com o grupo e a produção escolar.
 O projeto Peso Saudável — parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Força-Tarefa de Controle de Peso e Atividade Física do International Life Science Institute — aponta que 33% dos alunos entre 7 e 10 anos e 30% dos adolescentes até 15 anos apresentam muitos quilos a mais do que o ideal. Indica ainda que a obesidade incide mais em estudantes de escolas privadas (uso da cantina) e em jovens entre 10 e 12 anos (autonomia para decidir o que comer). "Os casos de obesidade infantil aumentam quando a criança entra na escola, onde tem mais acesso a produtos industrializados", explica o nutrólogo Mauro Fisberg, organizador do projeto.
Por outro lado, é na escola que esse quadro pode se reverter. "Lá as crianças se alimentam, fazem exercícios, adquirem conhecimentos e hábitos saudáveis", ressalta Nataniel Viuniski, coordenador do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). A educação alimentar é conteúdo previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais e é trabalhada como tema transversal ou nas aulas de Ciências. A escola pode ainda reformular suas cantinas e orientar as famílias sobre a melhor maneira de preparar o lanche dos filhos. 


Educação alimentar em casa



O trânsito de informações entre a escola e a família é importante para que o processo de reeducação alimentar seja completo. As crianças aprendem e levam as informações para casa. 



"Lá, as refeições também mudam", aposta Thaís Cristina Mantovani Santana, nutricionista da rede de ensino do Distrito Federal. Os professores da Escola Classe 1 de Brazlândia, cidade satélite do Distrito Federal, foram a várias palestras de nutrólogos ligados ao projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis, da Universidade de Brasília, há dois anos. De lá trouxeram idéias e materiais para trabalhar com os alunos: jogos pedagógicos, um CD-ROM com sugestões de atividades, planos de aulas e textos de apoio. A equipe achou fundamental também passar aos pais conceitos de uma alimentação saudável. Convidaram Shirlene Barreira, especialista em nutrição, para alguns encontros que terminam em degustação de pães, chás e outros alimentos feitos com grãos e verduras. "Mesmo famílias de baixa renda podem ter uma alimentação saudável, desde que optem corretamente na hora da compra dos produtos", alerta Shirlene. 



Comida e exercícios no currículo




O Centro Educacional Novo Horizonte, de São Paulo, escolheu a alimentação como tema do projeto de leitura depois que um aluno do Jardim 2 (4 anos) foi diagnosticado como diabético. Em conjunto, os professores decidiram os conteúdos a ser estudados em cada faixa etária. Baseadas em pesquisas com os pais, na internet e em livros e revistas, cada turma produziu um livro: os alunos da pré-escola, por exemplo, estudaram as vitaminas presentes nas frutas e criaram uma história em que elas eram os personagens. Os de 4ª série elaboraram um manual com dicas para evitar a obesidade infantil. No final do projeto, durante uma tarde de autógrafos, os pais comentavam as mudanças nos hábitos alimentares dos filhos. A prática de atividades físicas também é fundamental para evitar o problema. 

No Colégio Adventista, de Itapecerica da Serra (SP), o professor de Educação Física José David Cavalcante de Aguiar pesa e mede seus alunos uma vez por ano. Detectado o sobrepeso (cerca de 12%), os pais são comunicados e aconselhados a consultar um endocrinologista. Mas a escola procura fazer um trabalho preventivo, ao colocar no currículo aulas de Educação Física três vezes por semana. As atividades prioritárias são as que envolvem todos os alunos — pega-pega, queimada, barra-manteiga e pular corda — e não somente os que têm facilidade para a prática esportiva. 

Obesidade é epidemia

A obesidade é a doença nutricional que mais cresce no mundo. Pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostrou que, na última década, as mortes decorrentes de excesso de peso (causa de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares) aumentaram quatro vezes mais do que as motivadas pelo fumo. Por isso, o sobrepeso vem sendo tratado como epidemia pelos americanos. Dados da Abeso indicam que o número de obesos no país dobrou nos últimos dez anos. Até os anos 1970, havia no Brasil duas pessoas desnutridas para cada obeso. Hoje os dados apontam três indivíduos obesos para cada desnutrido. A pesquisa mostra que 50% das crianças obesas tornam-se adultos com o mesmo problema, podendo chegar a 80% quanto se trata de adolescentes. A obesidade é causada por uma combinação de fatores genéticos, alimentação inadequada, falta de atividades físicas (95% dos casos) e também por problemas emocionais, psicológicos ou outras doenças (5%). Para avaliar se uma criança está ou não com o peso acima do ideal, a melhor maneira é calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC): divide-se o peso do aluno por sua altura ao quadrado. Os resultados obtidos devem ser comparados com os valores de referência específicos para a idade e o sexo da criança, conforme a tabela abaixo.  

ACIMA DO PESO
OBESO
idademeninosmeninasmeninosmeninas
218.41820.120.1
317.917.619.619.4
417.617.319.319.1
517.417.119.319.2
617.617.319.819.7
717.917.820.620.5
818.418.321.621.6
919.119.122.822.8
1019.819.92424.1
1120.620.725.125.4
1221.221.72626.7
1321.922.626.827.8
1422.623.327.628.6
1523.323.928.329.1
1623.924.428.929.4
1724.524.729.429.7
1825253030
Por uma cantina saudável

As crianças que comem a merenda escolar têm uma alimentação mais balanceada. "Isso porque a maioria das secretarias de educação têm a orientação de nutricionistas", afirma Mauro Fisberg. Algumas ainda complementam a merenda com verduras e legumes cultivados na própria horta, como a Escola Classe 49, de Taguatinga Norte, também no Distrito Federal. Lá os pais ajudam no cultivo de hortaliças, respondem sobrea alimentação da família no diário de classe e recebem textos sobre o valor nutritivo dos alimentos. De vezem quando as próprias crianças participam da elaboração da merenda, como a salada de frutas. 



As cantinas e lanchonetes terceirizadas que não recebem orientação da equipe pedagógica contribuem muito para o aumento da obesidade em crianças. O motivo é a oferta de bobagens em suas vitrines. Alguns estados, como Rio de Janeiro e Santa Catarina, proibiram a venda de biscoitos recheados, salgados fritos e outros alimentos pouco nutritivos nas dependências das escolas. "A medida é emergencial. Mas o aconselhável é ensinar a criança a fazer suas escolhas e saber o quanto comer", alerta Nataniel Viuniski. 



O Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, tem uma cantina considerada exemplar pelos especialistas. Desde 1999 a nutricionista Martha Fonseca Paschoa vem fazendo a substituição dos produtos ali vendidos: salgados fritos foram trocados por assados; os recheios ganharam ingredientes menos calóricos, como queijo branco, peito de peru e vegetais; chocolates e doces, em tamanhos pequenos, vêm perdendo espaço para frutas lavadas e cortadas. Salgadinhos de pacote não há. Sucos naturais e água-de-coco são colocados sobre o balcão, enquanto os refrigerantes ficam escondidos. Além dessas medidas, Martha Fonseca sugere outras que podem ajudar a cantina a se tornar um espaço saudável: inserir saladas no cardápio; colocar nas paredes cartazes com fotos de atletas e de alimentos naturais; reduzir o preço dos produtos saudáveis; fazer sanduíches pequenos, sem maionese ou outro condimento gorduroso; e oferecer iogurtes e bebidas lácteas. O lanche que a escola providencia para os alunos menores é balanceado e tem a aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia. 



Levando a educação alimentar aos alunos e familiares e tendo atenção aos produtos servidos em suas dependências, a escola estará contribuindo para a diminuição da obesidade infantil e fazendo com que os estudantes fiquem mais dispostos para a aprendizagem